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← ideias · 19 de julho de 2024

A Teoria dos Laços Fracos num grupo de convivência de idosos

Você tem conversado com pessoas mais velhas que você?

Fui conversar com um “Grupo de Convivência para Idosos”.

Neste grupo, as pessoas são estimuladas a aprender a conviver com a diversidade e as limitações de cada um. E eu fui convidado para falar um pouco sobre o meu estilo de vida: trabalho pelo computador, administro uma equipe remotamente, moro numa ecovila no meio da mata, gosto de fazer poesias e me dedico a estudos espirituais…

Durante a conversa, percebi como é importante exercitar a visão de se comunicar com a versão mais velha de nós mesmos.

O grupo foi fazendo perguntas sobre a minha vida, eu ia contando e eles iam acrescentando como aquilo se relacionava com a vida deles, suas visões, vivências e curiosidades.

Ao narrar minha vida na ecovila, por exemplo, muitos dos participantes lembraram com carinho de suas próprias vivências no meio da natureza, ou das histórias de seus pais e avós. Esse saudosismo trouxe uma conexão especial, quase como se eu estivesse conversando com meus próprios avós, que já se foram.

Laços fracos, conexões valiosas

Estamos sempre buscando replicar nossas próprias ideias e círculos sociais, mas conversar com pessoas de diferentes gerações nos oferece uma perspectiva única e essencial. Nas próprias redes sociais, digitais ou presenciais, estamos constantemente nos cercando de pessoas que pensam parecido ou que validam aquilo que estamos fazendo.

Essa experiência me fez refletir sobre a “Teoria dos Laços Fracos”, proposta pelo sociólogo Mark Granovetter. Segundo essa teoria, nossas conexões mais valiosas para novas informações e oportunidades são, muitas vezes, aquelas que temos com pessoas fora do nosso círculo social mais próximo. Esses “laços fracos” nos expõem a diferentes perspectivas e conhecimentos, ampliando nossa visão de mundo e nos tornando mais adaptáveis e inovadores.

O objetivo principal deste grupo é a socialização entre eles, mas acredito que nós, como sociedade, deveríamos buscar mais ativamente esse tipo de interação. A troca foi tão valiosa que sinto que eu ganhei muito mais do que pude oferecer.

Publicado originalmente no meu Instagram em julho de 2024.

De tempos em tempos, escrevo sobre o que estou vivendo por aqui: marketing para o bem, vida na montanha, poesia e o que mais a vida trouxer. Deixa teu e-mail que eu te conto.

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