Uma pessoa começou a trabalhar comigo hoje por conta do poder do networking.
Muito se fala disso, né? E acaba virando uma coisa estratégica, uma luta. Parece um embate. Eu acho complicada essa visão porque muitas vezes ela desconecta da conexão real.
Uma pessoa assistiu um documentário sobre a ecovila onde eu moro, o Céu do Gamarra, que está no YouTube. Ela viu a minha história ali, falou “olha, que legal”. Me adicionou no LinkedIn: “assisti o documentário, procurei seu nome aqui”. Ela também trabalha no estilo Roça Office, que é como se fosse o home office para quem mora na roça.
E eu achei legal, falei: vamos marcar um bate-papo. A gente se conhece, se conecta. Aí vi que essa pessoa trabalha como gerente de projetos numa empresa. E vez ou outra a gente precisa de gente assim dentro da Métrica. Dei um toque nela, fez super sentido, e ela começou a trabalhar hoje.
Isso por ela assistir um vídeo de 15 minutos no YouTube, achar legal e a gente se conectar de verdade.
Esse é o real networking: fazer as coisas de gente para gente.
Trabalhar em rede
Foi no RD Summit que aprendi a trocar cartão, a fazer “networking”. Com certeza foi um dos meus grandes incentivos iniciais a me conectar com pessoas, negócios, territórios e movimentos.
Hoje tenho a certeza que “networking” é sobre “trabalhar em rede”, e não só “trabalhar a minha rede”. De pessoas para pessoas. Não de pessoas para CNPJs que na verdade trabalham para nutrição de quase ninguém. Existe alimento vazio, sem nutriente; e CNPJ também.
Ao perceber que não quero mais só trocar cartões e fazer negócios, percebi também que quero é distribuir e receber olhares, trocar conhecimentos e experiências com profundidade - com olhos brilhando de emoção - abraços de finalização de papo com fraterno agradecimento. Abraços com corpos e de almas.
Que mané networking!… O negócio é ser gente pra conhecer gente.
Publicado originalmente no meu Instagram em novembro de 2023 e março de 2025.