Hoje eu vim pra rodoviária carregando minha mala. Ouvindo um áudio de uma pessoa que marcou mentoria comigo. Fiquei arrepiado da cabeça aos pés: vai ser para um projeto internacional de fazer Aparecida do Norte se tornar uma cidade inteligente. Logo a cidade de Nossa Senhora Aparecida. Logo hoje, que completei minha primeira novena à Nhá Chica. Comunguei pela primeira vez na vida.
Ao chegar na rodoviária, ambiente comum pra mim, depois de 18 anos morando em cidade diferente da cidade dos meus pais… Reparo que eu chegava de uma maneira diferente… Mas estranhei esse diferente não ter sido estranho. Vi que na realidade entendi sem precisar tentar compreender o meio dos meios. Entendi que há um novo começo, da continuidade do que nunca termina, até que se chegue na solução do mundo. Eu vim empurrando a mala. Sem meu pai me trazer no carro. Ele sempre me deixava na rodoviária de carro. Sabia que eu preferia que ele não ficasse esperando o ônibus partir. Só descia do carro, me dava um abraço, e ia pra casa.
Dar seguimento ao que pra ele há 18 anos era um novo ciclo, deixar seu filho que já foi um bebê, seguir no mundo de forma independente. Mas sempre sabendo que seu filho carregava. E que seu filho, para sempre, o carregaria.