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← poesia · Amor · agosto de 2022

Theo, 7 anos

Carta ao sobrinho Theo no aniversário de 7 anos; ele guarda os textos para mostrar ao Theo um dia.

Nunca senti amor igual ao que sinto pelo meu sobrinho, o Theo. Que amor diferenciado, que amor profundo.

É desse tipo de amor que a gente quer aproveitar com bastante brincadeira. Desde que ele nasceu e passou a brincar, eu tento brincar com ele. É também um incentivo pra ter mais tempo pra brincar com a vida.

Não somos só brincadeira, claro. Quero tentar ser exemplo de algumas coisas.

Nas teorias, querendo ensinar, na realidade, eu quero aprender. A lógica não é descobrir a razão. É inventá-la. Por puro emprego do mundo do faz-de-conta.

A física vivencia um experimento prático do tecido do espaço-tempo quando estou ao seu lado. Somos um ponto indissociável de amor.

Ao final sempre resta uma percepção errada, ilógica, de que os últimos tempos passaram voando.

Sou eu voltando pra minha razão depois de ter entrado em uma caverna com dinossauros que viraram amigos, depois de ouvirem tantos puns do Mario Brós peidorreiro.

Em um momento difícil, desses que todo mundo tem nos altos e baixos da vida, eu pensei no que me dava mais ânimo. E era o Theo. Eu ia quase todo dia visitá-lo. Pegava na creche. Saíamos pra passear só eu e ele. Era ele me levando pra passear na realidade.

Desde o início da pandemia paramos de nos ver com tanta frequência. Mudei de cidade… Mas o importante é o que carrego dele comigo. E parece que ele tem carregado algumas coisas legais a meu respeito. :)

Ontem ele fez 7 anos. Parabéns, Theo! Esse texto tá guardado juntos com os outros que vou querer te mostrar um dia. Um beijão do passado, do seu titio!