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a história inteira

Minha história com a internet começa com um fêmur quebrado.

Eu tinha 12 anos, morava em Caxambu, no sul de Minas, e um problema no fêmur me prendeu dentro de casa. Enquanto os meninos da rua jogavam bola, eu fiquei com um computador por perto — e comecei a aprender programação sozinho. Meu pai, vendo aquilo, montou uma lan house na cidade. Foi a primeira ponte entre o menino do interior e o mundo inteiro.

Aos 16, veio o primeiro trabalho — já remoto, antes de a palavra existir por aqui: o site do Los Hermanos, por meio dos amigos Mateus Pedalino e Marcos, o "Esquete". Um adolescente de Caxambu fazendo o site de uma das maiores bandas do Brasil, do quarto de casa.

O Rio, a Métrica e os palcos dos outros

Aos 18 fui para o Rio de Janeiro. Em 12 de setembro de 2007 nasceu a agência Métrica, que assumi de vez em 2009. Nos anos seguintes, a gente construiu os quatro primeiros anos da carreira da Anitta — antes do primeiro show —, atendeu Chico Buarque, Maria Bethânia, mais de 150 artistas e, por anos, todos os lançamentos da Warner Music no Brasil.

Washington Olivetto, o publicitário que me fez sonhar com essa profissão, soube de mim duas vezes: elogiou um site diferenciado que fiz em 2008, aos 19 anos, e assinou uma dedicatória com meu nome numa noite de autógrafos. Eu nunca o conheci pessoalmente. Mas ele soube de mim — e isso já foi um norte.

A queda

No auge da agência, quebrei: ansiedade e depressão, juntas. O que veio depois não foi uma virada de chave — foi um processo. Costumo dizer que a minha recuperação foi uma transição de seis anos, não uma quebra. Seis anos reorganizando por dentro o que o lado de fora insistia em chamar de sucesso.

A montanha

Em 2020, no meio da pandemia, entrei num retiro chamado Residências Regenerativas, no Espaço Lua Branca, dentro da Ecovila Céu do Gamarra, em Baependi — a 20 minutos de onde nasci. Disse que ficaria dois meses, "mas talvez eu volte só para buscar as coisas". E assim foi. Treze anos depois de sair do interior, voltei. A história completa da mudança está aqui.

a varanda de casa, céu do gamarra · foto em alta a caminho

O realinhamento

A mudança de endereço virou mudança de propósito. A Agência Métrica se tornou Métrica.Social: só projetos de impacto positivo — Médicos Sem Fronteiras, agências da ONU, transição energética. Nasceu a tese que costura tudo o que faço: alinhar o material, o emocional e o espiritual. Primeiro pessoas, depois processos, depois resultado.

Desse alinhamento vieram os convites que me honram até hoje: o assento no board consultivo da UNESCO-SOST, onde cuido da lente "Conexão" — me conectar comigo sem me desfazer de mim mesmo —, os palcos, as mentorias, a poesia que voltou a brotar.

A história inteira, contada por mim — palestra no EPICENTRO

Na imprensa

Em 2021, o G1 contou a história do publicitário que trocou o Rio pelo Circuito das Águas sem largar os clientes. Em 2020, um grafite que fiz com amigos em frente ao Maracanã — o Hopinho, mascote da Casa Hope, em gratidão pelos três meses em que a instituição acolheu meu pai num transplante de medula — também virou notícia.

Não tem maneira melhor de aproveitar a vida do que dar o seu melhor (para o próximo).

Primeiro eu vivo, depois eu conto.

De tempos em tempos, escrevo sobre o que estou vivendo por aqui: marketing para o bem, vida na montanha, poesia e o que mais a vida trouxer. Deixa teu e-mail que eu te conto.

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